segunda-feira, 21 de novembro de 2011

As palavras

Há dias que parecem ter muito mais de 24 horas.
Há dias em que para além da dor física experimentamos a dor da alma.
Há dias em que, numa casa cheia de gente, nos sentimos completamente sozinhos e desamparados.
Há dias em que pensamos que se cairmos as pessoas que sempre nos levantaram não vão estar lá.
E há dias em que questionamos a nossa própria sanidade porque ninguém parece ouvir-nos. E porquê?
Vou dar-vos um exemplo:

Galileu arriscou a vida ao afirmar que a Terra girava em torno do Sol. Ninguém acreditava em tão ousada teoria, todos se voltaram contra ele. Isto prova que uma pessoa pode ter razão mesmo se ninguém a apoiar! Não foi o sentimento de culpa, que eventualmente lhe possam ter imposto, por se atrever a destronar a Terra do centro do Universo que o demoveu. A ciência e a sua lógica prevaleceram.

Pois eu vou seguir-lhe o exemplo e vou continuar a caminhar na mesma direcção. Não porque sou teimosa ou orgulhosa..  Mas porque acredito na razão e acredito que devemos assumir todas as nossas palavras, independentemente de quem formos. Não há ninguém livre do julgamento dos outros, não há ninguém que possa dizer tudo aquilo que pensa ou sente e pensar que no outro dia as suas palavras caíram num saco roto.

Todas as palavras têm valor.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Confiança Nele

É muito bom colocarmos a nossa vida nas mãos de Cristo! Sentimo-nos mais leves porque, qualquer que seja a cruz que encontremos no nosso caminho, sabemos que Ele vai ajudar a carregá-la.
Essa certeza traz-nos esperança e uma força renovada para enfrentarmos o futuro.
Sinto-me plena e em paz por ter aberto o meu coração para receber a ajuda Dele!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Decidir...

É difícil tomar decisões. Quem o negar mente.
Escolher entre dois ou mais caminhos é uma tarefa verdadeiramente extenuante, pelo menos para mim.
Sou indecisa por natureza, temo o desconhecido, nunca fiz grandes loucuras na vida e sempre evitei os riscos. É um defeito? Não sei. Talvez. 
Gosto de ponderar as minhas decisões, de observar convenientemente as oscilações dos pesos na balança para não restarem dúvidas sobre qual o mais pesado, sobre aquele que 'vale' mais.
Quando finalmente me dou por satisfeita com a minha 'observação', tomo a decisão.
Reparem que todo os processo tomou-me bastante tempo... Todas as nossas decisões trazem inconvenientes e temos que estar preparados para lidar com eles.

Então porque é que no fim de um processo tão cansativo mentalmente aparece outro caminho com menos curvas e menos pedras? 
Chiça... Não podia ter aparecido uns dias mais cedo? 
Neste momento, as incertezas dominam-me.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O regresso

Nada nos deixa mais felizes do que concretizar sonhos ou satisfazer as nossas vontades…
O sonho e a vontade de regressar são muito fortes...
Todos nós procuramos a paz de que tanto se fala. Não só a paz entre os Homens mas a paz do Espírito. E aquela colina é o melhor sítio para a encontrar...


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Hipóteses e soluções


Às vezes penso que não me conheço. Nada mais absurdo se vivo dentro de mim mesma e oiço tudo aquilo que penso. Mas sim, tenho esta sensação. A ideia que tenho de mim é completamente diferente da de algumas pessoas. Eu julgo-me solidária, carinhosa, honesta e humilde. Os outros não concordam.

Só vejo duas hipóteses para este dilema:

1)  Ou os outros não gostam mesmo nada de mim e dá-lhes prazer ver só os meus defeitos (que é claro que existem);
2) Ou a ideia que tenho de mim está completamente errada e não consigo ser aquilo que o meu sentido de moralidade, justiça e benevolência considera o mais equilibrado.

Não chego a nenhuma conclusão. Se 1) então a solução é, como hoje me aconselharam, “cagar de alto” e aquela bela história do “eu quero o melhor para ti” é pura mentira. As pessoas não te querem ver melhor do que elas próprias. Primeiro porque isso desperta inveja, e segundo porque a tua felicidade lembra-lhes o seu próprio fracasso e as coisas erradas que permitem que aconteçam nas suas vidas.
Se 2) o ideal era fugir e ir à procura de mim mesma. Uma semana na colina (Taizé) e voltava de lá com o Tico e Teco completamente alinhados. Não nasceria uma nova Catarina, mas talvez servisse para limar algumas arestas.

Enfim, vou esforçar-me por encontrar uma hipótese e, a posteriori, uma solução; sem fazer disto um problema porque, como há um tempo me explicaram, os problemas não existem. Se têm solução deixam de ser problemas, se não têm são apenas factos.

sábado, 18 de junho de 2011