sexta-feira, 1 de janeiro de 2010



Às vezes sinto que o tempo não passa; que aquela dor ou desilusão nunca se vai apagar da minha memória. É difícil acreditar naquela história de que o tempo desvanece as mágoas e que tudo cura quando os ponteiros parecem abrandar como que para me dizer que são eles que ditam as regras e que eu sou apenas mais uma das suas escravas.

Outras vezes detesto que o tempo passe tão rápido. Há alturas em que o meu maior desejo era ter o poder de congelar todos os relógios do Mundo pelo capricho de fazer perdurar aquele momento, mas é nessa altura que os ponteiros decidem acelerar e levá-lo com eles. Resta-me aceitar o inevitável e tentar encontrar outros bons momentos.

Afinal é isso que a espécie humana tanto busca. Bons momentos. Momentos em que não ha mágoas, não há tristezas nem há solidão. Momentos em que o Mundo, que 90% do tempo se apresenta com uma tonalidade acinzentada, se mostra cor-de-rosa, onde tudo é possível e real.

Vou tentar que neste novo ano, no meu mundo pessoal, existam mais momentos em que o rosa perdure e em que o meu desejo é parar os relógios, e não fazê-los correr numa velocidade estonteante.

Bom Ano!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Adoro o aroma dos frutos silvestres e os sorrisos fáceis.
Adoro as conversas leves, cruzadas e constantemente interrompidas para acrescentar novos factos, novas risadas, novas descobertas e velhas recordações.
Depois, as conversas cessam para se ouvir aquela música que nos fazia vibrar aos 15 anos, que ainda contínua a fazer e que sei que, quando for velhinha e repousar na minha cadeira de baloiço, vou gostar de ouvir ainda mais uma vez.

É bom estar em casa.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009




Medo: sentimento de inquietação, de apreensão face de um perigo real ou imaginário.

 
'Don't try to save me,
It won't be easy to try'

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Passo horas nesta sala completamente abstraída de tudo e de todos. Estou aqui porque tenho que estar, não tenho outra escolha. Ou melhor, tenho. Mas sei que mais tarde me vou arrepender.
Dói-me a cabeça. Decido ligar o mp4, coloco apenas um phone e esforço-me por o esconder por entre os cabelos; baixo o volume para ainda poder ouvir os murmúrios do exterior e dirijo o meu olhar para o caderno, onde as linhas permanecem em branco. E fico assim, à espera que o burburinho das cadeiras a serem rapidamente arrastadas me acorde desta frustrante sonolência. Levanto-me e vou para casa. Amanhã pode ser que o cenário não se repita.
(Duvido)

domingo, 29 de novembro de 2009


Segundo Buda, a Paz vem de dentro de ti próprio, nao adianta procurá-la à tua volta...
Mas ajuda muito se a encontrarmos nos sorrisos, nos gestos e no carinho de quem nos rodeia..torna-se mais fácil pegar nela e trazê-la para dentro de nós!



Hoje, consegui!



Parabéns Catarina*

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sorrimos, mas os sorrisos não são os mesmos.
Falamos, mas os temas não têm importância.
Jogamos, mas a alegria não é igual.
Festejamos, mas as reacções são diferentes.
Já nada é igual, já nada tem a mesma energia que tinha antes...
Porque é que me é tão difícil aceitar a mudança?
Não dizem que é uma constante da vida, que faz parte? Bolas... com 20 anos já devia estar habituada.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fechar os olhos..

Às vezes fechamos os olhos para adiar o contacto com a realidade.
Mas chega sempre o momento em que não podemos continuar a fingir que está tudo bem...e depois é como uma cortina que se abre, para desvender uma nova cena.
Nesse momento, a peça que observamos nunca é uma comédia ou um musical.
É uma peça triste (para não lhe chamar drama ou tragédia).

São só decepções atrás de decepções. Mágoa atrás de mágoa.
O cansaço pesa novamente sobre os meus olhos. Fecho a cortina. Encontro a paz, sei que não vai durar muito, em breve a cortina vai ter que subir novamente e a peça vai ter que ter um fim. Mas agora não. Por favor.