domingo, 20 de dezembro de 2009

Adoro o aroma dos frutos silvestres e os sorrisos fáceis.
Adoro as conversas leves, cruzadas e constantemente interrompidas para acrescentar novos factos, novas risadas, novas descobertas e velhas recordações.
Depois, as conversas cessam para se ouvir aquela música que nos fazia vibrar aos 15 anos, que ainda contínua a fazer e que sei que, quando for velhinha e repousar na minha cadeira de baloiço, vou gostar de ouvir ainda mais uma vez.

É bom estar em casa.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009




Medo: sentimento de inquietação, de apreensão face de um perigo real ou imaginário.

 
'Don't try to save me,
It won't be easy to try'

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Passo horas nesta sala completamente abstraída de tudo e de todos. Estou aqui porque tenho que estar, não tenho outra escolha. Ou melhor, tenho. Mas sei que mais tarde me vou arrepender.
Dói-me a cabeça. Decido ligar o mp4, coloco apenas um phone e esforço-me por o esconder por entre os cabelos; baixo o volume para ainda poder ouvir os murmúrios do exterior e dirijo o meu olhar para o caderno, onde as linhas permanecem em branco. E fico assim, à espera que o burburinho das cadeiras a serem rapidamente arrastadas me acorde desta frustrante sonolência. Levanto-me e vou para casa. Amanhã pode ser que o cenário não se repita.
(Duvido)

domingo, 29 de novembro de 2009


Segundo Buda, a Paz vem de dentro de ti próprio, nao adianta procurá-la à tua volta...
Mas ajuda muito se a encontrarmos nos sorrisos, nos gestos e no carinho de quem nos rodeia..torna-se mais fácil pegar nela e trazê-la para dentro de nós!



Hoje, consegui!



Parabéns Catarina*

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sorrimos, mas os sorrisos não são os mesmos.
Falamos, mas os temas não têm importância.
Jogamos, mas a alegria não é igual.
Festejamos, mas as reacções são diferentes.
Já nada é igual, já nada tem a mesma energia que tinha antes...
Porque é que me é tão difícil aceitar a mudança?
Não dizem que é uma constante da vida, que faz parte? Bolas... com 20 anos já devia estar habituada.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fechar os olhos..

Às vezes fechamos os olhos para adiar o contacto com a realidade.
Mas chega sempre o momento em que não podemos continuar a fingir que está tudo bem...e depois é como uma cortina que se abre, para desvender uma nova cena.
Nesse momento, a peça que observamos nunca é uma comédia ou um musical.
É uma peça triste (para não lhe chamar drama ou tragédia).

São só decepções atrás de decepções. Mágoa atrás de mágoa.
O cansaço pesa novamente sobre os meus olhos. Fecho a cortina. Encontro a paz, sei que não vai durar muito, em breve a cortina vai ter que subir novamente e a peça vai ter que ter um fim. Mas agora não. Por favor.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Não sei o que é isto que me invade como um sopro de vento morno. Sinto-o, mas não o sei explicar...é algo reconfortante mas que me deixa angustiada...Sempre em alerta, com medo.
Tenho dúvidas, tenho incertezas. Vivo em ansiedade por não conseguir falar, não quero partilhar isto com ninguém, quero guardar só para mim. Não sei o que é, mas é meu, só meu. Todavia, recorro ao papel na esperança que a caneta arranque algumas palavras da minha mente, está demasiado cheia, demasiado confusa e perdida.

Vejo cores, cores quentes. Sinto o cheiro do mar nocturno e deserto. Oiço um bater de ondas sereno, compassado. A areia massaja-me as mãos e sinto um sabor doce, a chá. Sorrio para o vazio, estas sensações enchem-me de paz.
Mas logo as cores quentes são substituídas pelo negro, os cheiros alteram-se, o ruído torna-se ensurdecedor, a areia pica-me as mãos, o chá torna-se amargo e, então o espelho transparente torna-se um náufrago num oceano de melancolia.

28.10.2009