quarta-feira, 9 de março de 2011


Felizmente, ainda há dias perfeitos em que podemos contemplar o pôr do sol e agradecer pela luz que ele nos trouxe...


quarta-feira, 2 de março de 2011

É preciso crescer

Por vezes é mais fácil ter alguém que nos guie, estar perto de alguém que pareça ter certezas sobre tudo. Sentimo-nos mais seguros, mais protegidos; como se essas pessoas pudessem desempenhar, ainda que por momentos, o papel dos nossos pais.
Tornamo-nos dependentes dessas pessoas e não damos um passo sem saber se concordam com a nossa decisão. Mas esperem... tomar uma decisão não implica um acto independente? Autónomo?
Parece que sim.

Portanto é melhor aprender a voar por nossa conta e risco. Se cairmos haverá sempre outras pessoas que, não querendo voar por nós, nos ajudam a erguer. Cerquemo-nos daqueles que voam connosco, lado a lado, e deixemos os que querem governar os nossos vôos para trás.
É preciso crescer.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

You'll be the prince and I'll be the princess, it's a love story! Baby, just say yes!



Dizem que o amor é sentir na felicidade do outro a nossa própria felicidade... Eu não compreendia estas palavras até te conhecer. Agora sinto que sei o que é o amor.
Descobri também a importância da palavra saudade. É claro que já a tinha sentido; saudade da minha infância, saudades dos amigos, dos pais, saudades daqueles que já partiram... Mas nenhuma destes sentimentos se assemelha ao que sinto quando tu não estás perto. 
Fico sufocada como se o ar escasseasse, o aperto no peito torna-se insuportável e as pernas tremem. Às vezes até me fazem perder o apetite :$
Mas tudo passa quando tu chegas, aí todo o meu ser transborda de felicidade! Nesse momento fico completa! Porque tu és o meu príncipe e eu sou a tua princesa...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A velhinha

No meu estágio, que está a decorrer num serviço de Urgências, encontro muitas pessoas idosas; algo completamente normal tendo em conta que à medida que vamos avançando na idade vamos ficando mais fragilizados e mais susceptíveis a doenças.
Desde o início do curso que gosto de trabalhar com os velhinhos (e perdoem-me aqueles que acham este termo pejorativo, para mim é carinhoso). Gosto especialmente daqueles velhinhos catitas que falam muito e que nos contam muitas histórias dos seus tempos de juventude. Quase sempre são histórias repletas de sofrimento, pobreza e resiliência e eu aprendo muito com elas.
Acho que devemos dar o nosso tempo a estas pessoas. Elas já cresceram, já viveram, já lutaram contra todas as adversidades e superaram. Agora, é tempo de serem ouvidas e acarinhadas.
Mas não é isto que encontro nos hospitais. Vejo velhinhos que são literalmente abandonados pelas famílias; esquecidos por aqueles que cuidaram, em tempos.
Há uma velhinha que passa os dias a pedir-me para a deixar ir embora. Não quer estar ali, quer ir para a sua casinha, voltar para o seu cantinho. Não pede mais nada.
E eu não a posso ajudar, a pouca família não tem tempo para cuidar dela e ela permanece ali, numa cama que desconhece e sem poder ter nada seu. Apenas possui um terço que agarra fervorosamente para pedir a Nossa Senhora que a ajude. Espero que seja ouvida.
É completamente surreal o que se passa na nossa sociedade. Que tipo de pessoas somos? A que tipo de famílias pertencemos para não nos importarmos com quem nos deu colo? Com quem nos levantou quando caímos da bicicleta? Com quem fez o nosso prato favorito?

Não compreendo.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O mendigo e o Cão


Na minha cidade vagueia um mendigo pela rua mais movimentada. Aquele tipo de rua onde as pessoas parecem correr em vez de andar; algo que não percebo visto o nome da rua ser “Rua das Montras”. É raríssimo ver pessoas paradas a perscrutar as ditas vitrinas que tanto trabalho dão aos lojistas.
Bem, mas não é de montras ou de pessoas que correm sem destino que vos quero falar. O meu assunto hoje é o Cão. O tal mendigo tem um companheiro de quatro patas que o acompanha diariamente nas suas jornadas ao longo da rua. O homem, que certamente é jovem na idade e velho na solidão, escolhe um cantinho e senta-se para encher a rua com a melodia da sua simples flauta.
Gosto de passar na rua e de o ver. Traz-me algum conforto ver que contínua ali, que não foi agredido, que não está mais magro ou que não morreu. Pode não ter muito sentido, mas é a verdade.
Mas o que me fascina é o Cão, que muitas vezes descansa a sua cabeça no colo do dono, numa atitude de aceitação pelo seu destino. Nunca encontrei o mendigo sem o seu companheiro. O Cão deita-se e espera pacientemente que o seu amigo ganhe dinheiro suficiente para uma refeição. Não se levanta, não vai explorar as redondezas, não procura companhia da sua espécie. Permanece imóvel, fiel.
O mendigo precisa dele e ele precisa do mendigo. O Cão precisa de alimento e carinho. O mendigo precisa de protecção e companhia.  É bonito. Talvez a amizade e a simbiose que une aqueles dois seres componha a montra mais bonita da rua, pelo menos na minha opinião.
Mas se assim não for aquela união constitui, certamente, a montra mais verdadeira.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010


"Estamos mudados, aquilo que sentimos um pelo outro mudou-nos. Deixamos de viver na terra, agora somos vizinhos das nuvens!"

(Não me importo que digam que eu estou impossível ou que não falo noutra coisa.
Não me importo que digam que mel a mais enjoa!)

As nuvens são um sítio mesmo giro para se viver...